Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue
Enviada em 31/08/2020
Com o passar dos anos doadores voluntários de sangue vêm crescendo, mas isso não é o suficiente para a necessidade dos hemocentros, e através do preconceito culminado ao longo do tempo, os hemocentros tem perdido um grupo de pessoas com potencial para a doação sanguínea, os homossexuais.
Algumas décadas atrás houve uma epidemia de HIV, onde essa doença desconhecida era vista como castigo para os homossexuais, no qual eram os principais contaminados comprovados pela mídia. Mas mesmo eles não sendo o único grupo sexual contagiado pela doença, foram os que ficaram mais marcados pelos preconceitos que se estendem até hoje.
Podemos ver esse preconceito disfarçado nas triagens dos hemocentros através da entrevista, onde se questiona a orientação e vida sexual do candidato a doador, como também através da quantidade de doações anual permitido fazer, onde mulheres são de 3 vezes ao ano, homens são de 4 vezes ao ano e homossexuais apenas 1 vez ao ano.
As normas até o inicio do ano para doação de sangue de uma forma sutil excluia dos homossexuais de poder praticar o ato voluntário da doação sanguínea, deixando a entender que o sangue desse grupo não era qualificado para uso.
Um modo para minimizar esse preconceito era mudar as normas de doação, contudo neste ano de 2020 o STF derrubou essa norma homofóbica e contra os direitos dos homossexuais. Esse foi um de vários passos contra o preconceito.
Além de mudar as normas e leis para se obter igualdade, devemos repensar o modo de interpretar os acontecimentos históricos, passar a analisar criticamente e sensatamente e ver a sua evolução ao longo dos anos. Cada pessoa, independente da sua orientação sexual, é responsável pelos seus atos devendo ser respeitada.