Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 09/09/2020

Com o desenvolvimento das tecnologias cientificas atuais, foi possível a realização de pesquisas que descobriram meios para alcançar benefícios para a saúde da sociedade, por exemplo, o ato de doar sangue. Entretanto, o governo brasileiro apoia-se em medidas antigas que se baseiam em ideologias para classificar o cidadão apto a realizar a doação, o que pode ser observado na restrição de homossexuais para executar o ato - fato preocupante que consolida o preconceito contra este grupo, e que deve ser combatido.

Em primeiro lugar, deve-se analisar o processo histórico responsável pela perpetuação do preconceito contra homossexuais no ato de doar sangue. Diante da eclosão da epidemia do HIV nos anos 80, a população que na época era restringida de recursos tecnológicos para o desenvolvimento de uma pesquisa científica eficiente, passou a perceber o alto índice da doença em homens homossexuais, e assim, foi generalizada a associação do vírus com este grupo. Entretanto, devido aos avanços científicos hodiernos, existem ferramentas suficientes para aprofundar a pesquisa e anular esta conspiração. Sendo assim, a única razão na persistência desta ideologia é embasada em um mero preconceito.

Ademais, é inegável apontar que a restrição da doação de sangue de homossexuais é um ato discriminatório para esta população. Apesar deste ser um ato de cidadania e solidariedade, o governo brasileiro em 1973, por meio de questões de gênero, impediu que os homossexuais fizessem parte dos cidadãos com direito a exercer a doação.  Não obstante esta população estar inserida em uma realidade evidentemente preconceituosa com as diferenças de gênero, se o governo intensifica as ideologias contra esta minoria, infelizmente, a exclusão destes na sociedade brasileira tende a ser realçada.

Portanto, o diálogo para combater o preconceito de homossexuais na doação de sangue é de extrema urgência. Para isso, as redes sociais devem ser utilizadas por aqueles que defendem a comunidade LGBTQI+, a fim de colocar em pauta  a necessidade de romper tal ideologia discriminante na sociedade contemporânea, por meio de um discurso que enfatize o benefício da saúde da população no aumento da quantidade de sangue doado para os bancos. Assim, diante de uma propaganda que realce as consequências de uma sociedade imersa na homofobia, o preconceito poderá ser amenizado.