Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue
Enviada em 18/09/2020
De acordo com o blog ‘‘Aprenda a valorizar’’, apenas 1,5% da população brasileira são doadores de sangue. Assim sendo, uma grande parte não colabora com essa ação, porém há aqueles que possuem uma ótima condição de saúde e disposição em ajudar, mas são descartados da lista de doadores de forma preconceituosa apenas por cultivarem o amor e terem sua própria liberdade de serem quem realmente são. Nesse caso, os homossexuais. Nesse sentido, a falta de leis sobre o preconceito de eles doarem sangue, e a persistência da homofobia na sociedade, são altos impasses que precisam ser revertidos.
A princípio, a ausência da legislação ao permitir que proíbam pessoas gays de doarem é um claro problema. Assim como na Segunda Guerra Mundial, onde não existiam leis a favor deles e, mesmo se quisessem colaborar com a comunidade, sendo professor, por exemplo, não seria permitido pelo simples fato de amar e ser atraído sexualmente por pessoas do mesmo sexo. Dessa forma, é evidente o atraso que se vive no Brasil em relação aos costumes realizados, levando em conta que o caso de Hitler acabou a séculos atrás e, mesmo assim, o país insiste que a homossexualidade é um distúrbio e que é capaz de danificar o sangue, sendo que, certamente, isso não é uma verdade. De acordo com a OMS, o fato de um indivíduo ser homossexual deixou de ser considerado uma enfermidade, o que reforça ainda mais o preconceito desnecessário sobre a população gay.
Outrossim, a homofobia presente em grande escala é outro fator a ser discutido sobre o preconceito enfrentado pelos homossexuais ao doar sangue. Por exemplo, Jair Messias Bolsonaro, presidente da República, é abertamente homofóbico e, ainda assim, ele se tornou líder. Dessa maneira, prova-se o quão preconceituosa é a sociedade Brasileira, ao julgar, também, pela quantidade de crimes, sendo eles presenciais ou cibernéticos, contra a comunidade LGBTQIA+, e essas ações apenas contribuem para a diminuição dos indivíduos que são gays e que estavam dispostos a salvar vidas com suas doações, mas que, no final, se sentem ofendidos e desistem
Portanto, faz-se necessária a resolução desse empecilho. Em síntese, cabe ao poder legislativo instaurar leis de acordo com a doação de sangue pelos homossexuais, transexuais etc, por meio de debates em relação ao assunto entre eles e a sociedade. A fim do Brasil de tornar um país melhor e com muito mais vidas sendo salvas, que a homofobia não seja mais um problema latente, e, finalmente, os homossexuais não sejam mais tratados como uma ameaça a sociedade brasileira, mas sim como uma salvação, como em uma doação de sangue.