Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 24/10/2020

No contexto social vigente, o termo “Homofobia” pode ser definido como todo preconceito voltado a classe LGBTQ+. Dessa forma, é evidente a catástrofe social resultante do contínuo aumento de tal prática, especialmente na área de doação sanguínea na atualidade, sendo que o filme “Meninos não choram”, que retrata a história de Brandon Teena, um garoto biologicamente feminino que enfrenta os desafios de um mundo preconceituoso, demonstra o atual cenário nacional. No entanto, observa-se que essa questão ocorre por inoperância politica e um pensamento tradicionalista do meio social.

Em primeiro plano, deve-se analisar a negligência governamental como principal causador do problema. Desse modo, é exequível referir-se ao consenso mundial retinente ao baixo número de doações de fluídos entre os homossexuais, pois antes de 2019 tal ação era proibida pela Resolução da Diretoria Colegiada nº153, fator que demonstra uma escassez de mediadas viáveis para solucionar a adversidade. Destarte, em virtude da regência não investir em programas de inclusão social no campo da saúde pública que garantam uma maior disseminação de conhecimento relacionado a seguridade da partilha de sangue pela classe homoafetiva, tanto pelo profundo desinteresse no caso quanto por maiores investimentos direcionados a outros campos, como a educação.

Paralelo a isso, é essencial aludir sobre a forma antiquada de pensar da sociedade como outro imortalizador do emblema. Dessa maneira, é factível remeter ao fato histórico das perseguições a grupos homossexuais ao longo dos séculos motivados por crendices religiosas que os representavam como “Filhos do demônio”. Contudo, hodiernamente, é notório o desvio de convicção da maioria do corpo popular, o que faz com que estes permaneçam a nutrir um raciocínio tradicional referente aos homossexuais, gerando um crescente quadro de desinformação relacionadas a saúde de doadores gays, o que acaba por criar um cenário propício a exclusão do grupo. Em decorrência, o caso eleva-se.

Entende-se, portanto, que a continuidade da questão dos preconceitos na partilha sanguínea de homossexuais é fruto de uma inoperância política e de um pensamento tradicional. Diante disso, o governo federal, em parceria com as redes televisas, responsáveis pela disseminação de informações, deve criar propagandas de cunho explicativo sobre a doação de sangue do grupo LGBTQ+, por meio de entrevistas feitas a médicos especialistas, tomando como base medidas adotadas em outros países, com o objetivo de garantir uma maior inclusão de classes isoladas pelo preconceito. Ademais, as instituições de ensino, incumbidas de disseminar o saber, precisam promover palestras sobre os perigos da homofobia na higidez pública, a partir de exemplificações de situações cotidianas, mediante a explanações de peritos, com a finalidade de modificar o cenário hodierno.