Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 25/10/2020

A constituição Federal de 1988, assegura que todos os indivíduos são iguais perante a lei e tem direitos de igualdade. No entanto, o preceito desse documento é constatado apenas na teoria, uma vez que, homossexuais são discriminados no ato da doação sanguínea. Neste contexto, a desinformação somada a estereótipos preconceituosos e a falta de incentivo governamental, gera a escassez de doadores, tornando a doação de sangue um obstáculo na saúde do Brasil.

A princípio, vale ressaltar que de acordo com o Ministério da Saúde, apenas 1,6% da população brasileira dia sangue. Dessa maneira, do ponto de vista político, percebe-se a falta de campanhas ressaltando a importância e a necessidade da doação sanguínea, gerando a desinformação do assunto. Além disso, a burocratização na coleta do sangue, principalmente de homossexuais, acarreta na desmotivação e desistência da doação do sangue, impedindo que vidas sejam salvas.

Outrossim, homossexuais geralmente são associados a DSTs, já que a maioria da população julga que, por esse não haver o risco de engravidar, a maioria não usa preservativos. Desse modo, essa ideologia, gera estereótipos preconceituosos que ficam enraizados na sociedade. Além disso, segundo a legislação brasileira, homossexuais que tenham realizado sexo até o prazo de 12 meses, são impedidos de doar sangue, fomentando o preconceito já existente.

Logo, diante dos argumentos apresentados, é necessário a resolução da problemática. Assim, cabe ao Governo junto do Ministério da Saúde, realizar a alteração da lei que impede que homoafetivos doem sangue , diminuindo o prazo da doação. Ademais, a mídia e instituições sociais, por meio de campanhas, devem promover a conscientização e a importância da doação de sangue para melhoria do país, afim de fazer com que essa ação seja valorizada independente da orientação sexual.