Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue
Enviada em 23/11/2020
Em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, milhões de pessoas foram mortas devido a sua religião, orientação sexual e classe. A priori, um dos grupos em que mais se praticaram violências, foram os homossexuais. Destarte, esse pressuposto atravessou décadas e na contemporaneidade ainda perpetua o preconceito contra essa minoria.
Outrossim, é notório que a discriminação contra gays ai está enraizada na sociedade brasileira, visto que, esse grupo, ainda encontram diversos obstáculos, entre eles está os preconceitos enfrentados durante a doação de sangue. Ademais, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em sua sua resolução, impõe restrições aos voluntários, como homens que tenham relação sexual com pessoa do mesmo sexo, no período de 12 meses, são desclassificados e impossibilitados de doarem sangue. Com tudo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, os bancos de sangue deixam de coletar 18,9 milhões de litros de sangue por ano no Brasil, desse modo, urge a necessidade de medidas que mudem esse cenário caótico.
Mormente, ao avaliar esse pressuposto, é imprescindível citar o caso do publicitário Alexandre Salomão de 40 anos, que ao chegar na Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo, foi considerado inapto de doar sangue por estar a menos de um ano com seu parceiro sexual. Dessa forma, ressalta-se que devido a concepção errônea formada na década de 1980, de que somente os homossexuais possuíam HIV, esse tabu é oque impede que essas pessoas sejam doadores. Logo, é indubitável que essas ações homofóbicas ferem a integridade humana, no que desrespeita a Constituição Federal em vigor no país.
Dessarte, por analogia, aos argumentos apresentados, é de suma importância que essa problemática tenha um desdobramento final. Em razão disso, o Ministério da Saúde deve por meio de suas secretárias, modificar o protocolo de restrição de 12 meses para 1 mês, respeitando o período das janelas imunológicas, e assim, realizar testes a base de ácido nucleico em cada bolsa coletada, onde será possível detectar a presença de agentes transmissíveis. Somado a isso, o Ministério da Educação em parceria das Universidades Federais, afim de evitar o ato preconceituoso, aplicar cursos de capacitação aos profissionais dos bancos de coletas. Portanto, assim sendo, vale ressaltar Nelson Mandela, " as pessoas não nascem preconceituosas, e sim, ao longo de sua vida, aprendem a odiar “.