Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 17/02/2021

De acordo com o geógrafo Milton Santos, no texto “As cidadanias multiladas”, a democracia só é efetiva quando atinge a totalidade do corpo social, ou seja, na medida em que os direitos são universais para todos os cidadãos. Todavia, o preconceito enfrentado pelos homessexuais na doação de sangue, prova que que não há democratização de tal direito no Brasil, gerando um grande prejudicial na saúde do país, impedindo que milhares de litros de sangue sejam doados.

Em primeiro plano, podemos destacar que comumente, a população assoscia DSTs, como a Aids e Sífilis aos homessexuais, uma vez que, por não haver o risco de gravidez, julga que maioria não usa preservativos nas relações sexuais. Tendo em conta esse tópico, assume um carácter preoconceituoso como essa parcela torna-se enraizado à medida em que se repodruz já que - conforme Francis Bacon- o comportamento humano é contagioso. Posterior a isso, homoefetivos, regurlamente, são vetados de doar sangue.

Além disso, a legislação brasileira, ao vetar que homossexuais doem sangue, alimenta o preconceito já existente. Contudo, tal veredito não leva em conta que muitos heterossexuais não usam preservativos, possibilitando assim, a transmissão de doenças, o que deixa esses dois grupos no mesmo nível ao risco de doação. Assim sendo, de acordo com site “Superinteressante”, cerca de 18 milhões de sangue são desperdiçados anualmente.

Dessa forma, é fundamental que instituições sociais, como ONGs, por meio de publicidades que promovam a conscientização sobre a importância de doar para a melhoria da saúde do país, independente da opção sexual do doador. Além disso, é papel do governo, por meio de leis, instituir a realização de testes de DSTs, com a finalidade de que as oportunidades de doação sejam democratizadas.