Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue
Enviada em 12/04/2021
No contexto filosófico, o pensador Jean-Jacques Rousseau citou” O homem nasce livre, e por toda parte, encontra-se acorrentado”. De maneira análoga à citação, os preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue, ainda é um dos conceitos de “acorrentamento” na sociedade brasileira atual. Nesse sentido, metaforicamente, é possível relacionar o termo corrente, dado pelo preconceito enraizado em quadro social e também, a cultura de mistificação que é atribuída ao grupo homossexual.Nessa perspectiva, é importante analisar tais quadros, intrinsecamente, ligados a aspectos sociais e culturais.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar o preconceito enraizado no campo social sobre o grupo homossexual na doação de sangue. No ano de 1981, Grid-era como se chamava a Aids antes do avanço nas pesquisas-era considerada por especialistas, uma doença restrita à comunidade “gay”. Porém, nos anos atuais, mesmo após ficar comprovado que o HIV integra ambos os sexos femino e masculino, ainda é atribuído ao público “gay”, seja na área da saúde, ou seja, em âmbito social, o HIV , como característica do gênero. Em consequência disso, pessoas pertencentes ao homossexualismo deixam de praticar a doação sanguínea, visto que a sociedade hétero pressupõe que nenhum ‘gay’ está apto a doar sangue, sobre a visão de estigmas do passado.
Em segundo lugar, cabe mencionar também, a mistificação cultural que é conferida sobre público pertencente ao homossexualismo.Na Grécia antiga, o mito surgiu para acomodar e tranquilizar o ser humano, diante daquilo que parecia ser inaceitável. De forma semelhante á alusão, no Brasil atual, é presente a mistificação da comunidade gay, a fim de ocultar o preconceito que é factual na doação de sangue do grupo homossexual e explicar o receio de receber o sangue “ruim”.ressalta-se também, no grupo instigador dessa mitologia, profissionais da saúde, que diante das crenças familiares e sociais, ajudam a promover o estigma na sociedade. Dentro dessa lógica, nota-se que a dificuldade de inserção do público gay na doação de sangue mostra-se fruto do espaço mistico cultural, as quais negligenciam tanto o direito a vida, quanto ao respeito.
Portanto, medidas devem ser tomadas para o fim do problema. Logo, o Ministério da Saúde, através de publicidades – a exemplo de propagandas televisivas e “outdoors” – promovam a conscientização sobre a importância de doar sangue para o país, com intuito de fazer com que essa ação seja sempre valorizada, independente da opção sexual do doador. Ademais, é dever do Governo-mediante a constituição brasileira-instituir a obrigatoriedade da realização de testes de detecção de DSTs, de modo a desmistificar os preconceitos ao público “gay” e finalizar o acorrentamento social.