Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue
Enviada em 23/04/2021
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Entretanto, a questão do homossexualismo na doação de sangue contraria o ponto de vista filosófico, uma vez que, no Brasil, esse grupo é vitima de discriminação constante. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos fundamentais: a vulnerabilidade social dos homossexuais em razão do preconceito e a negligência de instituições políticas com os patrimônios culturais.
Primeiramente, é indubitável que existe uma desigualdade gigantesca em relação à doação de sangue nas clínicas. O grande número de hospitais no Brasil é sustentado em grande parte das ações governamentais, visto que a falta de estímulo e conhecimento da população à cerca da saúde e, além disso, a carência de materiais auxiliares para coleta de sangue. Dessa maneira, Aristóteles disse: “A política não deveria ser a arte de dominar, mas sim a arte de fazer justiça”, demonstrando o valor que as políticas públicas têm um papel importante no país.
Outrossim, é notória a negligência do Estado com os patrimônios culturais. Nesse contexto, recentemente ocorreu uma das maiores tragédias culturais históricas no Brasil, porque havia menos de 30% das doações de sangue, incluindo homens e mulheres na América Latina. Dessa forma, é incontrovertível que o Estado é um dos maiores culpados desse incidente, tendo em vista que as verbas para a manutenção dos hospitais não estavam sendo repassadas, evidenciando o descaso com a saúde e história nacional, que ocorre não só com esses, mas com a maioria dos homossexuais e patrimônios históricos do país.
Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham acabar com a discriminação contra homossexuais na doação de sangue para a compreensão da sociedade brasileira. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação(MEC), em parceria com a empresas privadas, incentivar as doações de sangue por meio de um acordo de isenção fiscal progressiva relativa à distância da cidade em relação aos grandes centros urbanos, a fim de que as equipes especializadas para efetuar coleta em domicílio dos materiais destinados aos exames se expanda para todo o território brasileiro e possa a chegar nas áreas mais remotas do país. Ademais, o Ministério da Saúde deve destinar 40% do PIB nacional para os hospitais e a educação básica, por intermédio de um ranking de patrimônios que estão necessitando de verbas mais urgentes, para que possa preservar a identidade cultural do país. Somente assim, essa problemática será gradativamente erradicada e a nação ascenderá rumo ao desenvolvimento.