Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 03/05/2021

Na contemporaneidade no Brasil, 16 a cada mil habitantes são doadores de sangue. A porcentagem corresponde a 1,6% da população brasileira e está dentro dos parâmetros preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de doares seria maior se não houvesse dilemas inconvenientes para doação de homens homossexuais. No entanto, tal rejeição configura-se como elemento grave ao desenvolvimento da saúde no país, visto que interdita que milhares de litros de sangue sejam doados. Nesse seguimento, é preciso analisar como preconceito real na sociedade e a legislação brasileira influem na totalidade de problemas.

Em prima instancia, é necessário refletir a intolerância da aristocracia como uma das fontes do problema. A sociedade inclusive leva todo preconceito de que unicamente os homossexuais podem ser diagnosticados com uma doença sexualmente transmissível. Isso porque, nos anos 80, houve uma epidemia global de AIDS que acertou, em parte substancial, os gays, e os vestígios do preconceito ainda são grandes na sociedade, isso torna essa regra bastante discriminatórias, pois os heterossexuais podem conter das mesmas sexualmente transmissíveis.

A chance de coletar através da retirada do sangue, por exemplo, faz com que parte da comunidade, além de não ceder, recusar a doação de homossexuais, inibindo-os de realizarem tal ato de assistência. É fundamental acentuar, contudo, que o procedimento de doação é deveras seguro e conta com triagem clínica, para aferir a qualidade do sangue, e com a aplicação de instrumentos descartáveis, para evitar uma possível contaminação. À vista disso, para amenizar o preconceito voltado à classe homossexual, a consciencialização das pessoas acerca do processo é imensamente necessário.

Todavia, esse impasse é deveras amplo e deve ser solucionado. Para eliminar as dificuldades encontradas pelos homossexuais na doação, a OMS deve desestimar a orientação sexual como razão de seleção dos doadores sanguíneos, a fim de que esse grupo não seja motivo de diferenciação e que pode também socorrer vidas. Feito isso, o Ministério da Saúde, aliado às ONGS(Organização não governamental), podem divulgar e incentivar, através de comerciais televisivos e panfletagem nos municípios, os homossexuais a realizarem a doação sanguínea, além de explicar prováveis ​​mentiras à população sobre esse tema.