Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue
Enviada em 27/04/2021
Por muitos anos, vigorou a doação de sangue remunerada no Brasil. Na década de 80, porém, essa prática foi abolida visto que muitos indivíduos doavam mais que o permitido para um determinado período e ocultavam dados epidemiológicos importantes, de forma a colocar a própria vida e a dos pacientes em risco.
A partir desse período, portanto, houve considerável diminuição dos doadores, e a restrição relativa aos homossexuais é um dos obstáculos no aumento desse número. Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que os homossexuais ainda são tratados como grupo de risco para doação de sangue pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso porque, na década de 80, houve uma epidemia mundial de AIDS que atingiu, em grande parte, os gays, e os resquícios do preconceito ainda são fortes na sociedade. No Brasil, esse grupo só pode doar sangue se tiver ficado um ano sem relações sexuais homoafetivas.
No entanto, essas regras são discriminatórias e a orientação sexual não deve ser utilizada como critério para seleção de doadores, e sim a qualidade do sangue, até porque, heterossexuais também podem possuir doenças sexualmente transmissíveis.