Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 28/04/2021

O Brasil é um país extremamente homofóbico e transfóbico, basta olhar no ranking mundial de assassinatos de transexuais, no qual o país lidera. A questão da doação de sangue de pessoas LGBTQI+ precisa ser discutida, pois em pleno século XXI ainda há enorme preconceito, preconceito esse que vem desde a década de 1980 quando a “peste gay” foi intitulada para aqueles que tinham o vírus da HIV, em sua maioria homens homossexuais.

Todavia, o problema está na pergunta que é feita. Dão como certeza que um homem gay é promíscuo e está em um grupo de risco, grupo esse que não existe tendo em vista que qualquer pessoa, seja homem, mulher, homossexual ou héterossexual pode contrair o vírus da HIV e ter um comportameto sexual de risco.

Além disso, segundo o Ministério da Saúde, a doação de sangue caiu 15,87% em 2020, ano que a pandemia começou. As pessoas ficaram com medo de ir até os bancos de sangue e contrair a covid-19, fazendo assim com que os estoques fiquem em estado crítico. Não é hora de negar uma doação somente por conta de uma orientação sexual, é preciso analisar o comportamento sexual dos doadores e não com quem ele escolhe ter relações.

Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Exames rápidos para a detecção na janela de contaminação do vírus HIV devem ser obtidos pelo governo e distribuídos para todos os bancos de sangue do país, fazendo isso a economia seria enorme, já que o SUS (Sistema Único de Saúde) oferece gratuitamente o coquetel de remédios contra a Aids, o que acaba saindo caro nas contas públicas. Outra coisa muito importante a ser mudada é o questinário feito antes da doação, não se deve perguntar com que tipo de pessoa você teve relações sexuais e sim qual é o seu comportamento sexual, fazendo isso a taxa de doação seria maior e o constragimento de pessoas LGBTQI+ seria menor, basta apenas ter profissionais qualificados para fazer tal trabalho.