Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 03/05/2021

“Muito sangue tem sido derramado em nosso país em nome de preconceitos que não se sustentam”. Essa frase do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, resume a importância do debate que está sendo travado sobre as restrições impostas pelo Ministério da Saúde e pela anvisa à doação de sangue por homens homossexuais. Todos tem seu direito de doar sangue, independente se for heterossexual ou homossexual e é claro que ambos devem ter o mesmo cuidado na hora da doação.

Argumenta-se ser justificável tal discriminação pelo fato de que é proporcionalmente maior a incidência de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) nos homens homossexuais em relação aos heterossexuais. No entanto, segundo o último Boletim Epidemiológico da Aids, elaborado pelo Ministério da Saúde, a incidência de contaminação pelo vírus HIV também é maior na população que não possui curso superior, em relação ao grupo que possui graduação. O índice de contaminação pela Aids também é maior na população parda em relação à população branca. A lógica adotada pelo Ministério da Saúde, portanto, mostra o desacerto de se justificar proibições unicamente na leitura crua de dados frios, sem o mínimo processamento racional dos números, mostrando assim que, são diversas as pessoas quem poder conter DSTs em seu sangue e não apenas os gays como afirma o Ministério da Saúde.

Por fim, sabemos que a opinião do Ministério da Saúde em relação aos homossxuais pode ser considerada invalida, afinal, somos todos seres humanos e doar sangue é doar viada, independente de quem seja, o importante é ter as mesmas precauçães nos exames médicos para saber se o sangue porta alguma doença.