Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 04/05/2021

De acordo com o Ministério da Saúde, somente 1,5% da população brasileira doa sangue. Porém o número de doadores seria maior se a doação de homens homossexuais não fosse tão árdua. A diminuição dos doadores continua aumentando cada vez mais por conta dessa restrição. Nese sentido, devemos analisar como o preconceito consegue contribuir nesse cenário.

Em primeiro lugar, até os dias atuais a sociedade carrega o preconceito de que somente homossexuais podem ser diagnosticados com doenças sexualmente transmissíveis e isso traz consequências, muito sangue é disperdiçado, sangue que poderia ser usado para salvar vidas.

No Brasil, só é permitido doar sangue se o indivíduo ficar sem praticar relações sexuais homoafetivas durante o período de um ano. Mas, isso acaba sendo discriminatório, pois qualquer pessoa, indepedente da sua orientação sexual, podem possuir as respectivas doenças, então isso não deve ser abrangente na seleção de doadores, o que realmete deve importar é se a pessoa está apta, caso isso seja comprovado após a triagem, não é certo barrar ninguém de fazer o bem.

Fica claro que o problema em questão deve ser resolvido, principalmente pela sua amplitude. A Organização Mundial da Saúde deve ajustar para que a orientação sexual seja algo desconsiderado na hora da seleção dos doadores de sangue, para que as pessoas desse grupo não sejam alvo de discriminação e também possa salvar vidas. Depois disso, o Ministério da Saúde deve reorganizar seu artigo 4, tirando os homossexuais do grupo de risco, para que assim, facilite ainda mais na doação desse grupo. Dessa forma, o Brasil se tornará um país mais igualitário.