Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 04/05/2021

O filme “Boys Don’t Cry” é baseado na história real de Brandon Teena, um garoto que nasceu em um corpo biologicamente feminino, mas se identifica com o gênero masculino; durante a trajetória do personagem, ele encontra vários desafios por ser um transexual em uma pequena comunidade rural. Em consonância com  a realidade de Brandon Teena, está a de muitos homossexuais, que sofrem dificuldades e preconceitos pela sociedade. Isso  ocorre, seja pela negligência governamental nesse âmbito, seja pela discriminação dessa classe por parcela da população verde-amarela.

Mormente, nota-se que o formalismo de homossexuais na doação de sangue tem aumentado com violências e exclusão pela população de não aceitarem esses tipos de doadores. Segundo a estudante Camila (nome fictício, pois ela prefere não se identificar) comprova a situação “Uma vez eu fui doar, na hora da triagem a mulher perguntou se eu tinha parceiro fixo, respondi que tinha uma parceira. Aí, ela desconversou, disse que eu era impedida de doar por conta de um piercing no nariz. Eu expliquei que já tinha colocado há mais de um ano e meio, mesmo assim ela não me autorizou a doar o sangue.” relata. Isso acontece por uma comunidade raizada por cismas aos transexuais, por terem relações com pessoas do seu mesmo gênero e acabam gerando polêmica de transmitirem doenças. Desse modo, é imprescindível que, para uma população seja contruída igualitária, essa agrura seja revertida.

Além disso, é fundamental uma ação governamental e educacional, de modo em que a população seja empática a essas pessoas. Segundo a enfermeira Martha Helena Souza, duas percepções sobre as transexuais prevalecem no inconsciente coletivo: que travesti é violento e que travesti é sinônimo de profissional do sexo. Esse preconceito se dá por ensinamentos de famílias contra transformistas e pensamentos de que eles não se inclui como um cidadão de um conjunto tradicional. Dessa maneira, essa celeuma urge ser solucionada, para que esse julgamento de Martha, seja transformado na sociedade brasiliense.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses empecilhos supracitados. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Cidadania, por intermédio da criação de órgãos que atendem as necessidades da classe LGBT, promover campanhas de conscientização ao respeito a essas pessoas, no intuito desses gêneros terem seus direitos iguais. Além disso, cabe ao Governo Federal promover programas de apoio aos transexuais, por meio de consultas psiquiatras, no intuito de melhorar o condicionamento mental desses seres humanos. Desse modo, a bandeira LGBT refletirá as cores de uma sociedade harmônica e tolerante.