Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue
Enviada em 04/05/2021
No período da Segunda Guerra Mundial , entre os anos 1939 e 1945, foi o conflito que mais ocorreu mortes na história e com a propagação do nazismo e da raça ariana, fez com que ainda mais pessoas morressem, dentre os principais perseguidos os judeus e homossexuais. No atual contexto histórico, os homossexuais continuam sofrendo perseguições e discriminação, como no caso de doação de sangue, em que muitas pessoas olham como um “sangue diferente” , causando uma extrema irritação por diversas esferas da sociedade.
A priori, comumente, a população associa DSTs, como Aids e Hepatite, aos homoafetivos, uma vez que, por não haver o risco de engravidar, julga que a maioria não usa preservativos nas relações sexuais. Tendo em vista esse estereótipo, assumir uma ideologia preconceituosa como essa parcela torna-se enraizado e frequente à medida em que se reproduz, já que – conforme Francis Bacon – o comportamento humano é contagioso. Devido isso, os homossexuais são proibidos de doarem sangue nos hospitais, mesmo sem ocorrer exames para saber se apresenta alguma DST( Doença Sexualmente Transmitida) ou não.
Outrossim, a legislação brasileira, ao impedir que homens que tiveram relações sexuais com outros homens doem sangue pelo período de um ano, fomenta o preconceito já existente. Entretanto, tal determinação judicial leva que todos os homossexuais não usam preservativos, consequentemente julgando que todos portam algum tipo de doença sanguínea., sem realizar qualquer tipo de exame que comprove se aquela pessoa é portadora ou não. De acordo com a revista “Superinteressante”, mais de 18 milhões de litros de sangue são desperdiçados devido a negação de doação, o que poderia salvar inúmeras vidas.
Portanto, percebe-se que os preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue continuam a ser um sério problema e que medidas devem ser tomadas para a resolução deste. Com isso, o Poder Legislativo juntamente com o Ministério da Saúde, criar leis obrigando a realização de exames sanguíneos antes da doação, com o intuito de não subjugar as pessoas devido a sua escolha sexual na hora de realizar a doação de sangue.