Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 22/07/2021

Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social Brasileiro, ainda que o avanço da tecnologia tenha possibilitado a segurança durante as transfusões sanguíneas, mesmo assim existem obstáculos a serem superados, uma vez que desde a Segunda Guerra Mundial, a partir de 1939, os homossexuais eram excluídos pela sua orientação sexual. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da discriminação na sociedade, bem como os impasses para a democratização da doação de sangue acaba por contribuir com a situação atual.

Em primeira análise, durante 1980, no Brasil, os casos de HIV aumentaram, sendo que a maior parte infectada eram os homens homossexuais. No entanto, por mais que esse fato tenha sido relevante, a igualdade de direitos deve ser para todos os cidadãos, sem que haja uma sobreposição de privilégios. Porém, de acordo com o Ministério da Saúde, a coleta de sangue é proibida para homoafetivos, sendo um termo que significa a atração por pessoas do mesmo sexo. Diante disso, percebe-se uma discriminação enraizada, e por essa razão cabe ao Poder Público tomar medidas para reverter essa situação, uma vez que a propagação de doenças pode acontecer entre heterossexuais também.

Sob um segundo enfoque, tendo em vista as restrições supracitadas, fica claro os impasses que garanta a democratização das transfusões sanguíneas. Nesse sentido, é preciso que as doenças sexualmente transmissíveis, como o HIV, não sejam associadas aos homoafetivos. Além disso, com esse tipo de limitação, o Brasil perde 18 milhões de litros de sangue por ano, segundo o jornal da USP. Com isso, a banca de estoque tende a ser baixa, sem contar a intensificação do preconceito que esse ato sustenta. Para isso, o Governo deve impor leis, para que a população marginalizada seja acolhida, até porque o processo de doação é bastante seguro, e conta com triagem clínica para verificar a qualidade do sangue.

Portanto, fica claro a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, projetos no Comitê de Segurança, sendo administrados por profissionais da área médica, para que seja estabelecido uma lei, em que será permitido a doação de sangue entre homossexuais, a fim de garantir a igualdade de direitos. Desse modo, o sangue recolhido será avaliado pelas fontes da ciência, para promover a análise da qualidade do plasma, garantindo assim a segurança de quem recebe. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta uma perspectiva de mundo melhor.