Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue
Enviada em 15/08/2024
A obra “Utopia” de Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita e em harmonia, a qual é livre de conflitos e mazelas. Entretanto, no contexto atual do Brasil o corpo social está longe de ser harmonioso, visto os preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue, que mesmo após os avanços dos pensamentos da atualidade ainda encontram desafios na inserção coletiva. Nesse sentido, essa problemática ocorre em virtude da ineficiência estatal e da homofobia ainda presente no mundo.
Em primeiro plano, faz-se necessário lembrar que o direito de doar sangue é livre para os que estiverem dentro das normas apresentadas e orientação sexual não está apresentada entre elas. De acordo com a Constituição Federal, promulgada em 1988, foi esboçada com o objetivo de delinear os direitos básicos para todos os cidadãos- como saúde. Contudo, nota-se uma deturbação, devido a pessoas necessitadas de doação que perdem oportunidade pela falta de formalidade ao receber um possível doador perguntando sua sexualidade. Logo, fica claro que o correto é saber se o uso do preservativo é contínuo e se é portador de HIV, são os mesmos fatores para pessoas com relacionamentos heteroafetivos.
Ademais, é evidente que ainda existe uma descriminalização por parte de um coletivo com indivíduos homossexuais em todos os locais do cotidiano. Nesse contexto, o filósofo Jean-Paul Sartre “existência precede a essência” tal frase diz respeito sobre o fato de que primeiro o ser humano existe para depois se encontrar. Sob esse viés, nossas decisões vão ditar a nossa forma de viver e respeitar a escolha de uma pessoa sobre seu próprio relacionamento é primordial e um ato de empatia básica, por exemplo o número de doadores está cada vez mais baixo e se esse preconceito continuar o previsto será a estagnação situada.
Portanto, torna-se claro os preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue, é preciso medidas para solucionar esse quadro. Dessa maneira é imperativo que o Ministério da Saúde atue em um projeto de ensinar a forma correta de entrevistar um possível doador. Isso deve ocorrer por meio de fundos estatais- com congressos de qualificação dos profissionais que realizam essa pesquisa-, a fim de alcançar de reduzir as disparidades sociais.