Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 17/08/2021
Desde o surgimento das olimpíadas em 1896, o mundo tem um entretenimento baseado na competição e conquista dos atletas. Entretanto, com a evolução das mídias sociais se tornou mais fácil a comunicação com os atletas e atingi-los com opiniões. Assim, as olimpíadas para eles vão além de competições, mas também a pressão de não decepcionar seu país. Isso se deve a falta de apoio aos atletas nas mídias sociais e a propagação de discursos de ódio na internet, o que pode afetar seu desempenho e sua saúde emocional.
Em primeira análise, sabe-se que após o surgimento da internet na guerra fria, foi permitido um estreitamento entre as pessoas, e se tornou muito mais fácil poder atingi-los com palavras e opiniões. De acordo com Renato Rovai, doutor de ciências da comunicação, as pessoas que procuram atingir outras com discurso de ódio e não aceitam opiniões divergentes são chamados de “haters”. No seu ponto de vista, os “haters” estão mais presentes atualmente por causa do grande acesso às plataformas de redes quase totalmente globalizadas.
Ademais, devido aos atletas serem figuras públicas esses ataques podem desencadear vários problemas psicológicos, e pode influenciar na vitória ou derrota de uma competição. De acordo com a psicóloga Tereza Giordan ”A certeza de que está sendo observado e que seu desempenho está sendo avaliado deixa o atleta mais vulnerável a ataques de pânico”.
Desse modo, deve ser destinada uma maior atenção à saúde mental dos atletas, e caberá ao Comitê Olímpico Brasileiro e aos “influencers” da internet tomar as providências. Assim, deve ser ampliado o acesso à ajuda psicológica dentro das equipes esportivas, além de iniciar na internet movimentos sociais de apoio aos atletas em grandes competições como as olimpíadas. Com o objetivo de preservar a felicidade e espírito esportivo nos atletas, de modo que eles se sintam acolhidos e não pressionados.