Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 12/08/2021

Além de ser recomendado pela OMS por trazer inúmeros benefícios para a saúde física, o esporte é contemplado por ocasionar diversas melhorias na saúde mental de quem o pratica. Porém, atletas que seguem carreira profissional em alguma modalidade esportiva, devido a elevada pressão que eles sentem, tendem a reverter esse quadro. Isso ocorre pois não existe nenhuma discussão acerca da saúde mental no âmbito esportivo, o que prejudica o emocional desses esportistas.

Nas Olimpíadas de Tóquio desse ano, o nadador Bruno Fratus, do Brasil, quase desistiu de competir por conta de suas crises de ansiedade antes da prova. Apesar disso, não desistiu, pois sua mulher, que também é sua treinadora, o acalmou e disse para ele se divertir enquanto nadava. Ao analisar o ocorrido, percebe-se o quão importante é a presença de um acompanhamento emocional, principalmente em momentos de alta pressão e nervosismo, como em competições.

Alem do Bruno, é possível citar Simone Biles, ginasta estado-unidense, que surpreendeu todo o mundo após desistir de competir pela medalha, alegando não estar psicologicamente bem para continuar na competição. Com isso, é perceptível que crises de ansiedade e de pânico, além da depressão, são mais recorrentes no esporte do que deveriam. Ademais, cabe a reflexão de que, se a Simone tivesse discutido sobre sua saúde  mental antes das olimpíadas e, principalmente, conseguido ajuda para melhorar, talvez ela não teria desistido da medalha olímpica.

Portanto, é inegável a necessidade de uma solução para um tópico que tem afetado os esportistas de todo o mundo. Para isso, cabe ao Estado, juntamente com as instituições responsáveis por cada modalidade esportiva, a inserção de um acompanhamento psicológico para os atletas, por meio de sessões semanais com psicólogos, a fim de melhorar a saúde mental desses profissionais. Desse modo, o esporte voltará a ser completamente relacionado ao bem-estar de seus praticantes.