Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 11/08/2021
O filme “Divertidamente” mostra como as emoções atuam na viada de uma pessoa, levando-a ter estágio de euforia e produtividade, enquanto em outros momentos não são assim. Fora da ficção, diversos atletas sofrem em silêncio com problemas de saúde mental e muitas vezes sem um acompanhamento psicológico, acarretando prejuízos para vida pessoal. Desse modo, fica evidente a necessidade de discussão sobre as questões emocionais.
Em preliminar, convém analisar que o sofrimento não compartilhado, não exposto, pode tornar-se um grande problema psicológico. Uma vez que, de acordo com o psicanalista Sigmund Freud, os conflitos internos são grandes propulsores de doenças mentais, e para evitar isso o diálogo é essencial. Então, muitos atletas guardam enormes privações dentro de si, ao em vez de posicionarem e falarem o que estão sentindo, como fez Simone Biles.
Outrossim, vale salientar que o acompanhamento psicológico influencia diretamente em como o atleta irá agir diante de seu desafio. Pois, chegar em um campeonato, representando aquilo que é por muitas vezes o próprio país, traz consigo uma carga de pressão enorme que foi até dito pelo nadador olímpico Cesar Cielo em uma entrevista ao programa “Fantástico”, que quase desistiu de ir para a competição por falta de amparo psicológico. Por isso, faz se fundamental a atuação de profissionais da psicologia no ramo esportivo.
Portanto, diante do exposto, para resolver os aspectos conflitantes a respeito do prejuízo da ausência de discussão sobre saúde mental no esporte, ações interventivas são indispensáveis. Para tanto, cabe ao Governo Federal implementar novas maneiras de usar grupos de psicólgos nos esportes, por meio do Ministério da Saúde que colaborará para o direcionamento desses profissionais para os grupos que precisam, a fim de cuidar do emocional e reduzir prejuízos causados por tais doenças. Assim, haverá atletas mais preparadas.