Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 13/08/2021
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a ausência de ajuda relacionada à saúde mental no âmbito esportivo, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, seja pela pressão psicológica sobre os atletas, seja pela falta de preparo emocional na vida esportiva.
É notório, que ser atleta é sempre lidar com emoções, seja quando se trata de ganhar ou perder, no entanto, quando despreparado, essas emoções podem levar à doenças psicológicas. Sabe-se, que pode ser difícil em algumas situações aceitar a perda e até mesmo pela pressão de ser sempre uma competição, de acordo com a cnnbrasil, 80% dos atletas têm sintomas de depressão, ansiedade, insônia ou estresse, ou seja, percebe-se que, a maioria dos atletas sofrem no âmbito esportivo e não sabem lidar.
Outrossim, destaca-se a escassez de amparo emocional para os atletas como impulsionador do problema. Segundo a agenciabrasil, especialistas defendem que os atletas devem ser acompanhados por psicólogos. Contudo, atletas de baixa renda não tem acesso à uma ajuda psicológica, ademais, muitos atletas vivem apenas em função de treinos e deixam de lado o cuidado mental, sem mesmo perceber que uma grande esforço físico pode ser em vão quando não se tem uma boa saúde mental.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um âmbito esportivo saudável. Destarte, a mídia, por meio das redes sociais, deve promover campanhas que discutam a pressão psicológica da sociedade sobre os atletas, e dos atletas sobre eles mesmos, a fim de alertar os malefícios que isso pode gerar em sua carreira. Em suma, cabe ao Ministério da Saúde, por intermédio de uma associação com instituições esportivas privadas, fundar um projeto social que visa ajudar os atletas em relação às suas cobranças, junto ao auxílio de psicólogos, com o intuito de transtornos mentais não ser mais um empecilho na vida dos atletas.