Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 12/08/2021

Magic Johnson, um dos maiores jogadores da história do basquete, ao contrair AIDS, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, foi vítima de inúmeros preconceitos, o que debilitou, fortemente, seu psicológico. Não obstante do caso do jogador norte-americano, denota-se como a ausência da discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo pode ser prejudicial não só por agravar a enfermidade do atleta, como também contribuir para o surgimento de novos problemas psiquiátricos.

Em primeira instância, vale ressaltar como as desordens da mente podem ser acentuadas devido ao não acompanhamento médico. O estresse oxidativo ocorre quando o sistema corpóreo apresenta elevadas taxas de radicais livres, substâncias que, em excesso, podem prejudicar nossas funções biológicas, fato que corrobora na piora do estado psíquico do indivíduo. Dessa forma, a partir que esportistas profissionais não são monitorados psicologicamente por se tratar de uma área, muitas vezes, estigmatizada, aumentam o dano causado aos seus próprios corpos e, por conseguinte, agravam um cenário que já é problemático, seja ele físico ou mental.

Em segundo lugar, a negligência em relação aos tratamentos psiquiátricos pode ocasionar o surgimento de mais enfermidades. O filme “Coringa” aborda, em sua grande maioria, o prejuízo das doenças mentais para o indivíduo e como a indiferença em relação às pessoas com este tipo de problema pode piorar a situação. Logo, em consonância com o contexto apresentado na obra, torna-se lícito afirmar o quão elementar é a assistência médica no caso de atletas enfermos, visto que é a melhor maneira para evitar o surgimento de novos tipos de doença nestes cidadãos e é imprescindível para mantê-los saudáveis.

Depreende-se, portanto, em vista da problemática debatida, a necessidade do governo, por meio de uma parceria com ONGs, as Organizações Não Governamentais, criar um programa de acompanhamento psicológico gratuito para praticantes profissionais de esporte , especialmente aqueles inexperientes em início de carreira, a fim de que o número de casos de transtornos mentais neste setor reduza. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde, por intermédio de uma associação com instituições esportivas privadas, fundar um projeto social que visa ajudar os atletas em relação às suas cobranças e preocupações diárias, com o intuito de que transtornos psicológicos como os de Magic Johnson não se repitam.