Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 12/08/2021

A saúde mental no Brasil ainda é muito negligênciada e por isso uma sociedade brasileira vem encarando diversos casos de doenças psicológicas em sua maioria em crianças e adolescentes. Um dos motivos para que ansiedade e manifestação estão reconhecidas como “doenças do século” é justamente a falta de apoio e visibilidade para esses jovens que estão começando a vida agora. Nas Olímpiadas de Tóquio 2020, houveram dois episódios onde foi questionada uma preparação psicológica para se apresentar pelo próprio atleta e que infelizmente foi fortemente criticado. Com isso, é evidente que é necessário uma discussão sobre saúde mental no ambiente esportivo para que os esportistas continuem levando o esporte como diversão e não como obrigação.

Há uma pressão absurda para com os competidores, principalmente em concursos mundiais como o deste ano, 2021, tal que mesmo com grande apoio psicológico, como foi o caso da Simone Biles - americana que desistiu de se apresentar para os Estados Unidos devido ao escasso mental , ainda sim não é o suficiente. Isso porque a responsabilidade de fazer o seu país ganhar ou não medalhas está intimamente ligada ao fracasso ou não do respectivo atleta. Entretanto, no Brasil, além do incentivo ao esporte ser pouco se comparado a outros países, a saúde mental da população como um todo não é prioridade ainda, o que desestimula muitos jovens que são extremamente capacitados porém não tem apoio e nem condição para levar a diante esse dom.

É nítido a importância de uma boa saúde mental, tendo em vista que, assim como a física, pode ser fatal se não for tratada com a devida importância. A banalização de doenças como depressão, ansiedade e pânico é extremamente preocupante porque há um crescimento nos índices de ocorrência onde na maioria dos casos a vítima não tem consciência de como tratar ou obter ajuda. E no esporte não é diferente. O Michael Felps e a atleta Naomi Osaka já relataram que essas doenças e concordam que esse assunto deveria ser dismistificado para deixar de ser um “tabu” já que é tão recorrente na atualidade.

É possível concluir que é de suma importância que haja um apoio psicológico em toda a vida acadêmica do atleta dado pelo Comitê Olímpico Brasileiro, para que a cada vez mais jovens se sintam bem ao representar mundialmente no país. E como a atividade física faz muito bem a sáude, o incentivo dela além de melhorar o desempenho cultural, influencia também no bem estar físico e mental da populção. Por isso, cabe ao Governo Federal junto à Unidade de Saúde Pública democratizar o acesso à psicologia e incentivá-la afim de acabar com a negligência perante a saúde mental no esporte.