Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 14/08/2021
A questão da saúde mental no âmbito esportivo não era, ainda, um tema muito debatido na sociedade. Entretanto, após uma das atletas americanas desistir de uma das modalidades competitivas das olimpíadas de 2021 para preservar o bem-estar mental, passou-se, então, a explorar mais sobre os prejuízos da ausência de discussão sobre tal tema. Nesse contexto, convém analisar as causas e consequências dessa situação.
Sob esse viés, cabe ressaltar a relação entre a perfeição e o atleta, idealizado pela mídia, como uma das principais causas da ausência de discussão sobre saúde mental no esporte. Segundo a psicanálise desenvolvida por Sigmund Freud, conclui-se que a imprensa apresenta vínculos que contribuem para que a maioria dos atletas apresentem distúrbios mentais, pois esses meios de comunicações disseminam e formam opiniões sobre grande parte da sociedade que, consequentemente, faz com que elas criem expectativas sobre essa parcela do atletismo. A partir disso, como o objetivo da psicanálise é compreender os processos que geram o estresse, ansiedade e outros, é notório que as pressões sociais em cima desses profissionais causam sequelas que refletem na psicologia do indivíduo, que evidencia os prejuízos que a ausência de discussão sobre a saúde mental no âmbito esportivo causa.
Outrossim, é importante salientar a Síndrome de Burnolt como um dos principais prejuízos causados nos atletas. Esse distúrbio, também conhecido como “Síndrome de Esgotamento Profissional”, é uma enfermidade que apresenta sintomas emocionais, como exaustão, estresse e também esgotamento físico, que é resultado do trabalho demasiado em busca da perfeição. Seguindo essa linha de raciocínio, nota-se a manifestação dessa doença em grande parte dos atletas, que buscam destaque e exatidão em suas performances. Um grande exemplo a ser comentado é a ginasta Simone Biles, maior esportista da ginástica nos Estados Unidos atualmente, segundo o jornal “The New York Times”. Ela desistiu de competir em uma das modalidades dos jogos olímpicos em Tóquio, para preservar o bem-estar mental, que foi abalado pela pressão e expectativa imposta pelo público e por si.
Portanto, é necessário que, para garantir bem-estar físico e mental, a Psicologia do Esporte disponibilize profissionais da área psicológica com disposição para atender os atletas a qualquer hora do dia. Isso deve ser feito a partir de um código político que garanta a atenção primária à saúde mental e estimule medidas de prevenção neste setor. Para mais, é importante que os meios de comunicação em massa debatam sobre esse assunto diariamente, abordando os prejuízos que a ausência de conhecimento sobre este tema pode causar. Assim, a questão dos prejuízos da falta de discussão sobre a saúde mental no âmbito esportivo não será mais um problema.