Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 16/11/2021

A canção “Jogadores”, de Cacife Clandestino, retrata a vida de um atleta de alta perfomance que tem que enfrentar seus desafios para se manter no topo.Assim como exposto na obra, é díficil preservar a saúde mental em forma, impulsionado pela ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo brasileiro. Sendo assim, uma das pricipais causas do problema é a falta de investimento no esporte e a cobrança desnecessária em gerar lucro sob os esportistas. Portanto, é necessário analisar a problemática a fim de combatê-lá.

Em primeiro lugar, a indigência pública corrobora o desamparo no esporte. Conforme a obra “o Cidadão de Papel”, Gilberto Dimmesntein, jornalista brasileiro, faz uma crítica a Constituição Cidadã de 1989, que assegura normas não efetivadas na prática, isto é, estabelece-se uma “cidadania de papel”. Sob essa perspectiva, nota-se que o Brasil, apesar de ter uma nação com notório destaque esportivo, não investe o suficiente no esporte, tampouco nas complicações que surgem a partir dele, apesar de garantir determinado auxílio como direito. A partir disso, decorrem-se reveses tanto no aspecto econômico como psicológico dos atletas, que muitas das vezes carecem de apoio público. Logo, é imperativo que as consequências de uma má-gestão governamental reflete em todas as esferas sociais.

Em segundo lugar, a pressão de patrocinadores influencia na adversidade em questão. Depois da Revolução Industrial, que ocorreu na Inglaterra no século XVIII, com o ideal de produzir mais em menos tempo, impera na sociedade um pensamento capitalista de que é necessário lucrar acima de tudo. Como consequência dessa razão histórica, hodiernamente os esportistas de alto nível são tratados como máquinas infalíveis, isto é, incapazes de errar, no entanto, o direito à errar está intrínseco na condição de humano, e muitos não conseguem lidar com essa cobrança. Como exemplo,o caso do jogador uruguaio Mathias Vinã, que relatou ter recorrido à psicóloga de seu ex-clube, Palmeiras, porque  foi expulso e prejudicou sua equipe em uma partida. Destarte, é necessário intervir com a finalidade de amenizar o transtorno abordado.

Com base no exposto, é inequívoco a presença de prejuízos sobre a ausência de discussão psicológica no esporte. Dessa forma, cabe ao Ministério da Cidadania, no qual em 2019 foi incorporado o Ministério do Esporte, promover investimentos, por meio de centrais de atendimento para atletas com o propósito de facilitar o acesso à psicólogos. Além disso, compete às equipes e organizações subsidiar seus atletas, por meio da formação de um corpo de profissionais que o acompanharão regularmente, com a finalidade de amenizar os casos de tal inconveniência. Como resultado, a imagem de um país despreparado em amparar seus cidadãos ficará no passado.