Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 21/08/2021

‘Atitude Blasé’ é o termo criado por George Simmel, sociólogo alemão, para definir o contexto de banalização de probelmas que deveriam ser solucionados. Nesse viés, a ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo se caracteriza como exemplo do termo sociológico, visto que reflete o atual cenário da saúde mental no Brasil, a ineficácia do Estado e prejudica toda a sociedade quanto a qualidade de vida.

De início, deve-se destacar como tal problemática é um demonstrativo da atual condição brasileira frente a trantornos mentais. De acordo com a OMS, o Brasil é o país com o maior número de pessoas acometidas por ansiedade e figura entre os maiores quanto a outras doenças mentais. Desse modo, tais proporções demonstram a falta de infraestrutura para lidar com esse assunto e a ineficiência do Estado em garantir o direito à saúde, previsto na Constituição. Assim, tal despreparo para lidar com a saúde mental estende-se à outras esferas, como a esportiva.

Outrossim, ressalta-se como tal problemática promove prejuízos para toda sociedade. Dessa forma, os transtornos mentais entre ateltas pode afastá-los de grandes eventos esportivos, como o caso de Simone Biles durante as olimpíadas, fazendo com que o esporte passe a não influenciar a população a praticá-lo, devido à sua associação negativa. Doravante, a saúde dos indivíduos será prejudicada, visto que o sedentarismo irá ser alavancado.

Destarte, medidas são necessárias para que tal cenário seja apaziguado.  Logo, cabe ao Estado a promoção de ações que incluam o acompanhamento psicológico na preparação de atletas por meio de investimentos financeiros e capacitação de profissionais competentes, a fim de apaziguar os problemas vindouros e corrigir os rumos da saúde mental no Brasil. Só assim, a ‘Atitude Blasé’ tornar-se-à um termo obsoleto para descrever a condição nacional frente aos transtornos mentais.