Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 15/08/2021

No ano de 2021, durante o grande evento internacional olímpico, a atitude da atleta norte americana Simone Bills, levantou a discussão acerca da saúde mental no ambito esportivo, questão essa apontada após a atleta abandonar as provas para cuidar da saúde mental. A amalgma formada entre a imprescindibilidade da vitória e o temor pela derrota atinge nocivamente o psicológico, originando a ansiedade, depressão e ao desenvolvimento de síndromes.

Como apontado pelo estudo anuído pela Fiocruz, dentre 600 atletas cerca de 80% deles apresentaram sintomas de ansiedade, depressão, insônia ou estresse. Estes sintomas perpassam pelos impactos diretos á figura do atleta  e atigem o bem estar do individuo como pessoa humana afetando sua saúde psíquica, astral e mental.

Além disso, outros exemplos revelaram-se nesta conjuntura. Esportistas como a tenista japonesa Naomi Osaka e o nadador Michael Phelps, declararam publicamente que enfrentam ansiedade e depressão. Ambos são, respectivamente, a 2ª atleta mais bem paga do mundo e ele o atleta com maior quadro de medalhas da história, isto revela que a saúde mental do atleta vai além de suas conquistas profissionais, fama ou sucesso financeiro.

Em suma, a exposição midiática do tema pelos esportistas  foi um excelente começo para a resolução efetiva da temática pois, favoreceu o debate, expôs assédios e romperam o tabu social. Ademais, pontos acima expostos evidenciam a necessidade de um cuidado maior com seus atletas, apelam a conscientização da necessidade de humanizar as cobranças, expectativas e responsabilidades por parte de seus treinadores e de suas nações, uma vez que, também são pessoas com sentimentos, fragilidades e emoções.