Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 14/08/2021

De acordo com Schopenhauer, o maior erro que um ser humano pode cometer é sacrificar sua saúde em detrimento de qualquer outra vantagem. Nesse sentido, a ausência de discussões sobre saúde mental na esfera esportiva causa prejuízos, tais como: o aumento de atletas doentes mentalmente e o aumento de uma cultura que banaliza a falta de empatia no âmbito esportivo.

Mormente, há um aumento no número de atletas com a saúde mental fragilizada. Segundo Eduardo Cillo, Psicólogo do Esporte do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), transtornos mentais são comuns em atletas de alta performace devido o estresse. Dessa forma, fica explícito que a ausência de discussões sobre o assunto colabora para o aumento do problema, principalmente em um ambiente repleto de exigências e metas a serem alcançadas. Além disso, também é causa do problema a procura tardia pelos profissionais adequados, isto é, não há o uso da Psicologia como prevenção de problemas, o que certamente ajuda a salientar a problemática.

Outrossim, é importante ressaltar a cultura de banalização da falta de empatia no esporte. Conforme dados do núcleo de Psicologia da Universidade Federal do Pará (UFPA), há entre os atletas uma cultura que estimula a competitividade e um olhar desumanizado sobre as questões emocionais dos demais. Isso é fruto da espetacularização do esporte, que faz com que os atletas queiram se tornar o foco da atenção, gerando mais uma fonte de estresse emocional quando seus objetivos são frustrados. Logo, é nítido a  necessidade de reversão de tais traços competitivos.

Destarte, é verídico os prejuízos causados pela ausência de discussão sobre saúde mental no esporte. Logo, é imprescindível que o Governo, mais precisamente o Ministério da Saúde, crie campanhas que incentive a procura por acompanhamento psicológico, como forma de prevenção, principalmente em zonas periféricas, onde há a necessidade de um pouco mais de assitência, com a finalidade de desenvolver atletas que saibam reconhecer seus limites.  Além disso, é importante que o Governo, em parceria com Mídia, crie campanhas, principalmente nas redes sociais, como forma de propagar uma cultura mais empática para lidar com o outro, a fim de reverter traços culturais que contradizem tal importância. Assim, ter-se-á uma amenização do problema.