Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 16/08/2021

Os esportes sempre foram atividades que contribuíram com a saúde mental e inclusão social, porém, no Brasil hodierno, percebe-se que não é isso que está acontecendo, os campos e quadras estão sendo um palco para atitudes racistas e preconceituosas. Diante disso, é relevante destacar dois obstáculos existentes: a negligência populacional e a falta de mobilização do Estado.

Primeiramente, é válido ressaltar a falta de consciência das pessoas que praticam atitudes que afetam psicologicamente os atletas nas competições. No ano de 2017, o goleiro “Aranha” que atuava no Grêmio, foi alvo de ataques racistas dos torcedores, no qual, o mesmo pediu a paralização do jogo. Evidentemente, a realidade é vista em jogos com atletas de etnias variadas e logo, necessitam do apoio de psicólogos. Desse modo, é inadmissível que, na atualidade, medidas não sejam tomadas para amenizar a problemática.

Além disso, é importante analisar os baixos índices de investimentos do governo no setor esportivo, não fornecendo o devido incentivo, principalmente na preparação dos atletas, que necessitam do apoio psicológico para combater empecilhos como a ansiedade. Na série “Teen Wolf”, o protagonista Scott, praticava Lacrosse em sua escola, mas não era habilidoso, contudo, após um incentivo, o jogador conseguiu se tornar o principal em seu time. Inquestionavelmente, se percebe uma correlação com a realidade vivida, mostrando que o apoio te impulsiona a superar os limites. Sendo assim, é notória a necessidade de posicionamento das autoridades.

Dessa maneira, cabe ao Ministério da Cidadania, por meio de verbas governamentais, criar projetos de apoio a saúde mental nos centros públicos de treinamento, com atividades que buscam o fortalecimento psicológico, para que os atletas estejam preparados para enfrentar as críticas ofensivas dos torcedores. Espera-se que, com isso, os principais problemas sejam resolvidos.