Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 17/09/2021
A obra ‘‘O grito’’, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata uma figura em um profundo momento de desespero e preocupação. De maneira análoga à obra expressionista, tal situação de desconforto também se faz presente no atual cenário mundial, já que parte do tecido social sofre com a perda de saúde mental em qualquer zona esportiva. Nesse sentido, é lícito afirmar que a carência de preocupação e importância sem antecedência contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.
Diante dessa circunstância, é justo postular a passividade da psicologia no combate ao revés supracitado. Para entender essa lógica, alude-se à decisão da atleta norte-americana Simone Biles ao afastar-se de provas das Olimpíadas de Tóquio em 2021 para cuidar de seu bem-estar mental, após sua despreparação psicológica causada pela pressão exercida sobre si por ser uma estrela da ginástica artística.
Ademais, a irrefutável influência de não levar em consideração o conforto mental ao ponto máximo necessário na problemática é um fator que dificulta sua resolução, resultando em malefício da rivalidade nas disputas de muitos atletas.
Sendo assim, seria imperioso que o CNE -Conselho Nacional do Esporte- realizasse protótipos de demonstração à importância e relevância a ser dada para este assunto por intermédio de diferentes exemplos de programações (como conversas individuais com cada atleta ou até mesmo reuniões/palestras), a fim de desconstruir a depressão e ansiedade no âmbito esportivo e apresentar o devido valor de se fazer meditação, viagens e outros exemplos de relaxamento e equilíbrio mental.