Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 16/08/2021

“Tudo bem não se sentir bem”. Foi com essa fase que a atleta Naomi Osaka relatou para a revista Time que abandonaria, na França, o torneio de Roland Garros. Ela também disse que lidar com a imprensa depois de seus jogos não era bom para sua saúde mental. Vários outros atletas, como Michael Phelps e Simone Biles, também passam pela mesma situação e põem em risco sua saúde mental, algo que deveria ser priorizado - principalmente no esporte, meio o qual vivem.

Saúde mental no meio esportivo é um assunto menosprezado e pouco discutido na grande mídia. Segundo uma pesquisa feita pela Fifa em 2018, um terço dos jogadores de futebol, pelo menos, já sofreram de depressão em algum ponto da profissão e 18% apresentam sinais de estresse. Os fatores são vários: pouca margem ao erro, pressão para obter um bom desempenho, derrotas, falta de privacidade pela imprensa e cobrança dos fãs podem fazer com que o atleta possua uma falta de autoconfiança e uma deterioração emocional - os quais podem contribuir para um declínio de seu desempenho e prejudicar ainda mais sua saúde mental.

Por outro lado, existem psicólogos do esporte para, justamente, cuidar e dar suporte para esportistas e comissões técnicas. Porém esses são necessários desde o começo da carreira dessas pessoas, pois, assim, podem preparar mentalmente a lidar com frustrações e o estresse da rotina. Nem sempre vão conseguir evitar o degradamento da mentalidade se não houver essa prevenção antes de um problema pré-existente.

Em virtude dos mencionados, é necessário que a Secretária Nacional de Incentivo e Fomento ao Esporte (SENIFE) do Ministério da Cidadania insira psicólogos do esporte em seus programas e serviços esportivos e paraesportivos. Isso será feito com a própria verba do ministério e sua divulgação será feita por meios de comunicação e campanhas publicitárias, a fim de que as pessoas que vivem no meio esportivo consigam ter sua saúde mental intacta.