Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 16/08/2021
Reside no senso comum a ideia de que, o atleta não possui problemas, que aquele que vemos na televisão não tem motivos para ter problemas ou dificuldades. É, entretanto, um conceito falacioso. Especialmente quando não nos atentamos aos sentimentos desses atletas, e nem com o fato de que eles passam e possuem uma pressão gigantesca sobre si, pois ao participarem de algum campeonato estão levando consigo uma grande expectativa de sua cidade ou país.
Primeiramente, pode-se destacar que neste ano na Olimpíada de Tóquio, a ginasta Simone Biles trouxe à tona um tema pouco comentado, porém, muito presente entre os atletas, que é a saúde mental fragilizada dos esportistas. Segundo uma pesquisa realizada pela FifPro, em 2015, 38% dos jogadores em atividade, de uma amostra de 607 profissionais, já sofreram ou ainda sofrem com sintomas de depressão e/ou ansiedade no mundo. Logo, podemos notar que tanto os esportistas olímpicos, como também, os jogadores de futebol, precisam de ajuda, devido a enorme pressão psicológica e física que eles têm sobre si.
Outrossim, podemos destacar um problema fundamental que é o preconceito psicologico. Todos veem esses atletas como robôs, que apenas se machucam fisicamente, e mesmo quando machucados, ainda sofrem pressões por terem se lesionado. Segundo a psicóloga Liana Benício, o ambiente altamente competitivo traz um peso para a saúde mental dos jogadores, que sofrem com a cobrança e a exposição excessiva à mídia e torcida. É fundamental lembrar que esses atletas já se põem em uma condição de cobrança extrema, pois estão levando o nome de seu país ou time nas costas. Mas, com o preconceito que há na torcida, muitos atletas acabam escondendo esses problemas e se destroem por dentro.
Destarte, para minimizar, e encotrar um caminho para combater a questão dos prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo. É dever da FIFA em parceria com o Comité Olímpico Internacional, adotar medidas que ajudem esses atletas na questão psicológica como, por exemplo, determinar que cada time e seleção contrate psicólogos que possam acompanham cada esportista diáriamente, preparando-os para as competições e ajudando em seus problemas psicológicos. Essas ações ocorreram por meio da determinação de medidas contra o desgate psicológicos dos atletas, vinda da FIFA, para que os atletas sofram menos e estejam preparados de maneira correta para as cobranças e pressões. Deste modo, a torcida entenderá que são atletas não possuem super poderes, são seres humanos como nós, e também tem o direito de sofrer ou errar.