Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 16/08/2021

Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XX. A ausência de discussão sobre saúde mental no esporte, causa um prejuízo na performance dos atletas e alto nível de cobrança neles impostos, refletem essa realidade.

De início, é notável destacar que muitos atletas desistem de competições e campeonatos importantes por problemas com a saúde mental, como exemplo temos a maior medalhista olímpica da ginástica feminina, Simone Biles, que largou as olimpíadas de Tóquio por problemas de ansiedade que estavam prejudicando seu rendimento no esporte.

Ademais, vários outros atletas têm problemas psicológicos que os atrapalham nas competições, e que, muitas vezes, são deixados de lado e negligenciados por seus próprios treinadores. A falta de empatia nesse quesito é muito presente no âmbito esportivo, tornando-se comum e recorrente, fazendo com que atletas não procurem ajuda, e seu problema se agrave.

Outrossim, cabe ressaltar que o elevado nível de cobrança imposto no esporte pode ser prejudicial para a saúde de quem a pratica profissionalmente. Com o nível das competições cada vez mais alto, e os praticantes sempre à procura da perfeição, a pressão exercida neles também se intensifica, causando assim, uma cobrança exacerbada e um desgaste mental altíssimo.

O combate à liquidez citada inicialmente, a fim de inserir o debate sobre saúde mental no esporte, deve tornar-se efetivo, uma vez que causa problemas de rendimento aos atletas. Sendo assim, desde que haja parceria entre governo e comunidades esportivas, com ajuda de palestras e incentivo aos atletas a procurarem ajuda, será possível amenizar o número de atletas com problemas psicológicos, construindo uma sociedade mais fiel aos ideais saudáveis do esporte.