Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 16/08/2021
No seriado estadunidense “The Wilds”, a personagem Rachel, é uma nadadora influente em sua escola, porém não se encaixa nos padrões físicos, então começa ter uma série de distúrbios alimentares para se encaixar nos padrões. A realidade de Rachel é similar com a de muitos outros esportistas pelo mundo inteiro, já que é incontável os prejuízos que se pode ter com a ausência da discussão sobre saúde mental no meio esportivo. Deste modo, é necessário que a psicologia do esporte seja algo obrigatório para todas as modalidades e a necessidade da pauta de distúrbios alimentares no esporte esteja presente.
É fundamental, falar sobre saúde mental no esporte e citar a grande Simone Biles que abriu mão das provas de ginástica nas Olimpíadas de Tóquio 2021 para “cuidar de sua saúde mental”, a atitude da ginasta abriu os olhos de todos para a importância da pressão que os atletas sofrem e como o medo de falhar traz muitos problemas psicológicos nos atletas. O acompanhamento de um psicólogo é de extrema importância para que um mente se torne um aliado e não um inimigo.
Surpreendentemente, 4% da população geral é diagnosticada com anorexia e bulimia nervosa, respectivamente 40% desses 4% são atletas que adotam medidas de alimentação desordenadas para que consigam entrar em forma e se saírem melhor em seus esportes. A necessidade de um grande desempenho esportivo e a constante pressão sobre o corpo, pode favorecer na distorção da percepção que o atleta visualiza de si mesmo.
Em suma, é necessário que o CNE (Conselho nacional do esporte) consiga dar suporte para os atletas com o auxílio de um psicólogo ou até mesmo um psiquiatra, assim amenizando os danos causados pela sociedade em relação a um corpo ideal e o medo de fracassar e ser humilhado nas redes sociais. Fazendo assim diminuir o impacto e o nervosismo dos atletas para que consigam performar em seus esportes de uma forma mais leve e descontraída.