Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 16/08/2021

Discute-se muito, hodiernamente, sobre saúde mental e o quanto a falta dela pode ser fatal. No entanto, pouco se discute sobre ela no cenário esportivo, onde se concentra significativa cobrança dos atletas - já que os campeonatos são tudo ou nada. Ademais, podem ser prejudiciais fisica e psicologicamente para competidores, pois são eles quem decidem o rumo de sua colocação final.

Recentemente, desde a ocorrência dos Jogos Olímpicos de Tokyo 2020, esse assunto tem sido pauta no mundo a fim, pois a ginasta estadunidense Simone Biles, favorita ao prêmio de algumas modalidades da ginástica olímpica, desistiu de competir nas finais em que foi classificada por sua saúde mental. Após seu pronunciamento, alguns atletas também vieram a público desabafar sobre terem olhos do mundo todo observando seus passos e contando com suas vitórias (ou derrotas). Com tanta pressão e expectativa sobre os atletas, o peso em suas costas é tão grande que fica impossível levar adiante sem apoio psicológico. É extremamente necessário abordar esse assunto até que ele seja levado em consideração a cada passo dos prejudicados, ademais, o’que poderia ter acontecido se Simone Biles e outros atletas não fossem tão corajosos e abrissem seus corações em um momento de vulnerabilidade? Provavelmente algo trágico.        Depreende-se, portanto, que a saúde mental deve ser discutida em todos os cenários possíveis para uma melhor qualidade de vida. Nessa perspectiva, é preciso que o Ministério da Saúde crie e promova discussões sociais, por meio de campanhas nas redes sociais, com o fito de incentivar as pessoas a cuidarem de seus emocionais e evitarem causar a ausência deles em outras pessoas. Assim, será possível atenuar a problemática relacionada à escassez de conhecimento sobre tramas sociais muito presentes na nossa sociedade e possibilitar que as garantias constitucionais sejam atendidas.