Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 16/08/2021

Pressão, depressão, estresse, crise de ansiedade e pensamentos suicidas. Os males da sociedade contemporânea também estão no esporte. Nesta semana a tenista Naomi Osaka, do Japão, a jogadora mais bem paga do mundo e a número 2 do ranking mundial, se retirou do torneio de Roland Garros, porque não estava conseguindo administrar a pressão e as crises de ansiedade provocadas por causa dos grandes eventos, por ser uma grande estrela aos 23 anos e por parte da imprensa.

O mundo do atleta é solitário e distante da família. O que vemos durante uma luta ou partida não reflete a rotina desgastante.A imprensa denomina atletas como heróis, como se aquele corpo fosse indestrutível. O corpo pode até ser muitas vezes indestrutível, mas a mente, esse é o ponto franco da história

Convém destacar que ignorar a saúde mental não é a melhor saída para resolver o problema, já que é alto o número de casos de depressão que evoluem para o suicídio. Segundo a OMS, uma pessoa se mata a cada 40 segundos e isso é relatado no documentário Not Alone, em que a protagonista de 16 anos precisa lidar com o trauma da partida repentina de sua melhor amiga e as questões dolorosas provocadas pela situação de suicídio que precisou enfrentar.

Logo, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação deve promover, nas instituições escolares de todo o país, discussões sobre o perigo de negligenciar a saúde mental para que os jovens tornem-se mais conscientes e disponíveis para ajudar os que mais precisam. Isso pode ser feito por meio de encontros nos finais de semana - previstos na grade curricular - mediados por psicólogos e psiquiatras a fim de que a realidade brasileira se altere.