Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 16/08/2021
Muito foi falado sobre o caso de Simone Biles, a ginasta que abandonou a competição e defendeu a saúde mental como prioridade. O peso do favoritismo sobrepõe o real intuito dos jogos olímpicos e a ausência de discussão sobre a saúde mental nesse cenário se torna o causador de um prejuízo algumas vezes irreparável. A causa para essa falta de empatia pode dar-se tanto pelo estigma relacionado ao tratamento psicológico quanto pela falta de incentivo e suporte.
Em primeira análise, os atletas são colocados em situações constantes de angústia por se sentirem na obrigação de ganhar a partida, o campeonato ou a competição. Questões como a ansiedade e a insônia foram ignoradas ou minimizadas para eles, sendo consideradas como algo supérfulo, por mentalidades mais antigas ou fechadas. Assim como para os atletas da seleção masculina de vôlei e para o surfista Gabriel Medina, que possuiam o favoritismo, mas que não fora abordado como uma possível tendência de dano psicológico por conta da pressão sofrida.
Dessa forma, à medida em que o esporte se torna uma carreia, tem-se a necessidade de um acompanhamento psicológico para previnir e evitar que afete a mente do atleta. A ginasta brasileira Rebecca Andrade, medalhista de ouro e prata em diferentes categorias, afirmou nas olimpíadas de Tokyo: “Eu só consegui chegar aqui por conta do suporte e preparo emocional que tive”. Frisando o conceito de que a saúde mental é uma necessidade, assim como Simone Biles.
Medidas devem, portanto, serem tomadas para que os impasses sejam solucionados. As diretorias e comitês esportivos devem, por meio da contratação de profissionais, palestras e campanhas publicitárias nas redes sociais, incentivar o acompanhamento direcionado à preparação emocional dos atletas. Visa-se, assim, uma diminuição nos prejuízos mentais e o aumento da discussão sobre o assunto. E, dessa forma, casos como o de Biles não deverão acontecer novamente.