Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 16/08/2021

É evidente que no ambiente esportivo brasileiro trata-se o atleta não como um ser humano, mas sim um robô. No Brasil se cultiva muito a cultura do homem de aço que não se deixa levar por pensamentos “frágeis”.  Esse tratamento nos impede de ver o lado vulnerável dessas pessoas, além de também pressioná-los, piorando a situação.

Por isso, é importante falar sobre saúde mental no esporte. Além disso, existe a pressão do atleta sobre si mesmo, o quê pode atrapalhar mais ainda; nesse caso, o papel do espectador é demonstrar apoio e não apedrejar, crucificar e ofender de todas as formas possíveis, como já aconteceu diversas vezes. A exemplo disso, temos o caso recente da ginasta estadunidense, Simone Biles, que deixou de disputar a final para preservar sua saúde mental e foi severamente criticada pelos sempre presentes “haters” na internet.

Não só com atletas internacionais, mas também os brasileiros são atingidos pelas doenças psicológicas. Bem como a ginasta já mencionada, o futebolista Nilmar já deixou de praticar seu esporte a fim de cuidar de sua saúde mental, mas diferente dela ,ele ficou afastado por mais de um ano até decidir aposentar-se. Visto que esse quadro levou um esportista a se retirar do meio, é necessário demonstrar suporte para que não aconteça o pior.

Em síntese, podemos dizer que esse tabu está sendo quebrado aos poucos e com o tempo ocorrerá uma melhora e desconstrução. Por meio de uma padronização, as organizações de competições, deveriam colocar como regra a presença de um psicológo ou profissional da saúde para acompanhamento dos atletas a fim de criar um ambieente mais saudável para todos.