Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 19/08/2021

Na série “Atypical”, Casey é uma adolescente que possui habilidades de corredora desde a infância, no entando, devido as complicações familiares e a pressão psicológica que estava enfrentando, ela desenvolveu ansiedade, o que a impossibilitou de realizar uma corrida que a traia a oportunidade de ingressar em uma universidade renomada. Fora de ficção, é fato que a realidade vivenciada por Casey pode ser relacionada a situação de diversos atletas, causada tanto pela tensão emocional durante os treinos, quanto pelo receio de expressar vulnerabilidade ao público.

Uma pesquisa elaborada pela Instrituição Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol (FifPro), realizada no ano de 2015, constatou que cerca de 38% dos jogadores em atividade e 35% de ex-jogadores já sofreram ou ainda sofriam com sintomas de depressão ou ansiedade. Dessa forma, objetivando obter melhores resultados em seus treinamentos, esportistas criam uma sobrecarga emocional que, ocasionalmente, auxilia no desenvolvimento de um problema psicológico.

De acordo com a cientista social Brené Brown, “A vulnerabilidade soa como verdade e sente-se como coragem. Verdade e coragem não são sempre confortáveis, mas elas nunca são fraqueza”. Por conseguinte, presencia-se a apreensão que os atletas possuem em expor suscetibilidade, por conta da possível reação negativa do público, que pode desfavorecer sua reputação.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para a resolução do impasse. O Ministério do Esporte deve propor uma contratação de profissionais adequados que auxiliem os atletas a lidarem com a pressão psicológica, garantindo apoio especializado e evitando o desenvolvimento de doenças mentais, por meio de um projeto de lei entregue ao Conselho Nacional do Esporte. Dessa forma, será possível garantir a saúde mental dos esportistas.