Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 19/08/2021
O médico e professor brasileiro, Jayme Landmann, afirmava que: “O Estado preocupa-se com o indivíduo em função de sua utilização como instrumento de trabalho e não em função de sua esperança, de seus anseios ou seu sofrimento”. No entanto, é evidente que a carência e a falta de discussão sobre a saúde mental no Brasil, principalmente, no âmbito esportivo, refletem como os atletas de auto nível sofrem com a elevada pressão social e a competitividade. Logo, é claro que muitos competidores sofrem de ansiedade e depressão, devido à inexistência de políticas públicas voltadas ao psicológico.
A princípio, saúde mental é o modo como uma pessoa reage as exigências da vida e como harmoniza seus desejos, capacidades, ambições, ideias e emoções, de acordo com a realidade vivida. Entretanto, a vida esportiva em suma é complicada, visto que, uma pessoa estar representando um país, estado ou localidade, dentro disso há uma grande pressão social, que ele ganhe à competição, caso contrário é visto como fraco, deste modo deixa-se de lado o verdadeiro sentido do jogo, que é o lazer, convivência social e relaxamento. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde(OMS), 9,7% dos participantes de jogos são atormentados pela coação coletiva. Assim, percebe-se que a um desprovimento de cuidado com o psicológico dos jogares que muitas vezes são afligidos pelo tormento da ansiedade.
Conforme, Charles Darvin, na teoria da evolução das espécies, não se vencer o melhor; mas sim o que melhor se adapta. Num mundo de exigências insanas, dentro da modalidade esportiva, há um elevado nível competitivo, fazendo com que os jogadores se desgastem ao extremo atrás de melhores resultados, ultrapassam limites sem se importar com a saúde mental, pois é importante à vitória. De acordo com a OMS, 7,7% dos atletas desenvolvem depressão, quando perdem ou não atingem à perspectiva criada para aquele momento, além de ficarem estressados e com medo de jamais terem outra oportunidade. Contudo, é importante que essas pessoas tenham um acompanhamento antes e depois de um campeonato para que saibam se adaptar ao resultado positivo ou negativo.
portanto, compreende-se que faz necessário, políticas públicas voltadas ao cognitivo dos esportistas. A OMS deveria intensificar os programas de acompanhamento aos atletas, os psicólogos devem acompanhar, debater e ensinam na prática a teoria de Darwin, de maneira que os participantes saibam lidarem com os resultados dos jogos, de modo que, possa diminuir ou evitar possíveis transtornos mentais no pós jogo. Além disso, é papel da sociedade não cobrar tanto dos seus representantes. É se todos fizessem sua parte a ideia de Jaymes será, apenas, uma utopia.