Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 19/08/2021
A constituição Federal de 1988, Prevê, em seu artigo sexto, a saúde como um direito inerente ao cidadão brasileiro. Todavia, isso não acontece quando se observa os prejuízos da ausência de discussão sobre a saúde mental no âmbito esportivo. Nesse contexto, a falta de tentativas de conscientização sobre o tema e o processo histórico brasileiro pioraram a situação da saúde mental do esportista no Brasil. Logo, é necessário analisar os fatores que favorecem esse quadro.
Primeiramente, cabe destacar a falta de medidas do atual governo na ampliação do debate sobre o tema da saúde psicológica no esporte. A inércia do atual governo na criação de medidas em prol da saúde mental de atletas, como a obrigação da disponibilidade de atendimento psicológico para atletas da base, evidencia o descumprimento da constituição. Esse cénario, segundo o economista Amartya Sen, fere com as liberdades substantivas dos atletas, já que os privam, desde a infância, do acesso a meios para cuidar da saúde mental. Assim, é inadmissível que esse quadro continue a perdurar.
Ademais, deve-se destacar o processo histórico brasileiro como impulsionador desse cenário. Segundo o sociólogo Jessé Souza, o povo latino é levado a crer que é guiado pelas emoções, como o ‘‘Homem Cordial’’ de Sergio Buarque. Dessa forma, a sentimentalização de desempenhos esportivos, como a vitória e a derrota, passam a ter cada vez mais impacto sobre o psicológico dos atletas e da população - o que pode levar a casos de assasinato, como ocorrido a um jogador colombiano após cometer um erro na copa do mundo de futebol. Consequentemente, nesse contexto, os meios de cuidar da saúde mental dos atletas brasileiros deve ser amplamente divulgado e exigido pelo governo.
Portanto, a fim de melhorar a situação acerca da saúde mental do âmbito esportivo, o Estado brasilero, que segundo Amartya Sen deve garantir as liberdades substantivas da população, precisa exigir o atendimento psicológico a atletas e divulgar o tema. Isso pode ser feito por meio da criação de regras sobre o tratamento de atletas de base e da divulgação das regras na mídia. Dessa maneira, o estereótipo do ‘‘Homem Cordial’’ será superado e a Constituição Federal será seguida, garantindo saúde mental aos atletas brasileiros.