Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 23/08/2021

Na atualidade se fala somente de nomes restritos e muito conhecidos, como Simone Biles e Naomi Osaka, que por algum motivo decidiram dar 3 um tempo de suas carreiras. Porém há muitos atletas que tomaram a decisão de deixar sua vida no esporte, mesmo que por um breve período, como fez Liz Cambage, do basquete, Tom Dumoulin, do ciclismo, Sha’Carri Richadson, do atletismo, entre muitos outros. A saúde mental é importante para qualquer pessoa, já na vida de um atleta isso pode ser considerado essencial. O apoio emocional pode colaborar para a melhora ou piora dos esportistas. A vida mental de um ser vivo que vive quase todos os dias sob grande pressão faz com que sua mente fique cansada, estressada e consequentemente faz desenvolver vários problemas, como depressão, ansiedade e pânico. Existe a associação ABRAPEST, Associação Brasileira de Psicologia do Esporte, eles enviaram três psicólogos para ficarem com os atletas brasileiros para darem suporte a eles, isso porque muitos ginastas desistem a um passo de entrar para concorrer a alguma medalha, isso mostra que a pressão pode ser sentida anos, meses, dias ou somente segundos antes de fazer algo, que pode mudar a situaçãoda sua vida e de  seu país. Um estudo foi divulgado que de 309 dos atletas brasileiros, 231 precisam do Bolsa Atleta, todos eles participaram das Olimpíadas, porém 131 não tiveram patrocínios, 41 fizeram vaquinhas e 33 precisam de outras profissões para se manterem. Isso causa insegurança em nossos atletas pois este auxílio existe desde 2005, e em setembro de 2020 completou dez anos sem reajustes de valores que são repassados ​​a cerca de 6 milhões de atletas por todo o país. Portanto, em sequência de tantos fatos expostos o Estado deveria se comprometer em ajudar os membros que compõem este país com uma melhor proposta de ajuda psicológica e financeira, para garantir melhores chances aos nossos compatriotas.