Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 25/08/2021
Em 2021, a cantora Luísa Sonza se distanciou das redes sociais para cuidar da saúde mental. Apesar do caso ter surpreendido os brasileiros e ter levantado debates no ramo musical, há, no esporte, uma ausência de discussões sobre distúrbios psíquicos. Nesse viés, essa lacuna prejudica o rendimento e o psicológico de atletas esportivos.
Primeiramente, uma baixa divulgação sobre psicologia no esporte pode afetar negativamente a saúde mental de esportistas. Nesse sentido, nas Olimpíadas de 2020 foram introduzidas duas modalidades de um novo esporte, o “Skate Street” e o “Skate Park”. Nesse cenário, houve muita atenção e expectativa voltadas para os primeiros skatistas olímpicos, de modo a esses sofrerem pressão da sociedade. O que pode causar ansiedade, crises de pânico e o desenvolvimento de problemas psíquicos. Dessa forma, a falta de conhecimento psicológico da população é ruim para atletas.
Ademais, a falta de debates sobre saúde mental pode atrapalhar os resultados de competidores. Nesse contexto, a medalhista olímpica, Raissa Leal, se recusou a tirar fotos com políticos, após afirmar que não recebeu apoio dos governistas durante sua preparação para os Jogos de Tóquio. Nessa perspectiva, esportistas não tem auxílio garantido pela área pública, de forma a não terem acompanhamento médico e psicológico de alta qualidade. Essa situação pode ocasionar insegurança, o mal preparo para lidar com extresse ou pressão, desestabilização emocional e, consequentemente, perdas na preparação física, além da queda de posições em pódios. Desse modo, atletas de alto nível podem ter seus rendimentos prejudicados pelo descaso sobre problemas mentais.
Portanto, visto que o pouco apreço dado à psicologia pode ser negativa ao psicológico e à desenvoltura física de esportistas, faz-se necessária uma intervenção. Diante disso, o Governo, em parceria com Secretátias Estaduais do Esporte, psicólogos, psiquiatras e clubes esportivos, deve promover e instigar discussões sobre saúde mental, por meio de pronunciamentos na TV aberta e redes sociais, a fim de tornar a nação mais consciente da questão e ativa nos diálgos que envolvem o tema. Além disso, deve-se investir em apoios técnicos e médicos para atletas de alto rendimento. Assim, com essas ações, os prejuízos no âmbito esportivo, causados pela falta de debates sobre distúrbios mentais, se atenuarão.