Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 19/11/2021

As Olimpíadas tiveram início no período antigo, na Grécia, em que a população das cidades-estado gregas se reuniam em Olímpia com o objetivo de realizar uma competição entre alguns participantes sendo esse evento, uma forma de lazer na época. Sob essa perspectiva, as tradições olimpícas evoluíram e hoje é um dos maiores eventos mundiais que ocorrem. Contudo, para além do que se vê durante os jogos olímpicos, e tantas outras competições esportivas importantes, os jogadores que participam dessas disputas estão em constante pressão, sucitando em distúrbios psicológicos, gerado por dois motivos:  O tipo de pensamento que existe na sociedade atual e o excesso de exposição deles.

Em primeira análise, segundo o livro “Sociedade do cansaço”, do sociólogo coreano Byung Chul Han, no período atual, as pessoas vivem em função da produtividade e de discursos motivacionais, os quais sempre pontuam o quanto o desempenho é importante e depende apenas da pessoas para que se alcance um bom resultado. Nesse sentindo, aplicando na vida espotiva, o tipo de mentalidade social existente já é por si só opressora quando coloca que para o jogador obter sucesso ele só precisa se empenhar até estar exausto e sem descanso. Por conseguinte, os profissionais do esporte internalizam esse tipo de pensamento e acabam se cobrando para ganhar as competições e se culpando quando não atinge a vitória, o que pode gerar crises de ansiedade e que podem evoluir para quadros de depressão. Assim, é necessário que o ambiente esportivo comece a colocar em pauta debates sobre à saúde mental durante a carreira do jogador.

Além disso, o documentário estrelado por Naomi Osaka, tenista japonesa, mostra a vida da jogadora e como ela está constantemente sendo exibida em jornais e mídias sociais e como isso afeta sua saúde mental e até mesmo seu desempenho em alguns jogos visto que ela sente-se pressionada ao pensar o que vai ser dito sobre ela nos veículos de comunicação. Dessa maneira, não apenas Naomi como outros jogadores, até aqueles que não são tão conhecidos, estão, na maioria das vezes, sentindo-se vigiado e preocupado com o que a população pode comentar e achar sobre suas performances.

Urge, portanto, que atitudes sejam tomadas a fim de minimizar o desenvolvimento de distúrbios mentais no meio esportivo. Para isso, o Ministério da Saúde deve, por meio da criação de uma lei a ser entregue na câmara dos deputador, criar a obrigatoriedade dos centros esportivos de fornecerem acompanhamento psicológico aos seus atletas desde o momento em que começam a participar de jogos, no qual o profissional da saúde deve orientar os atletas a não se deixar levar pela cobrança social e estabelecer um ritmo próprio para suas conquistas.  Com essas medidas, espera-se que os jogadores possam manter sua saúde mental sem prejuízo.