Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 23/08/2021

Fundado em 1995, o Ministério do Esporte tinha como objetivo não somente apoiar atletas nacionais através de suporte financeiro, como também oferecer suporte psicológico. No entanto, sua extinção resultou na ausência de discussões sobre a saúde mental dos atletas, o que fez com que eles enfrentassem desafios cada vez maiores. Nesse contexto, questões voltadas a pressão psicológica e ao desenvolvimento de problemas psicológicos devem ser postas em vigor, a fim de serem devidamente compreendidas e combatidas.

A ginasta americana, Simone Biles, se tornou um dos assuntos mais comentados nas últimas semanas ao desistir da competição nas Olimpiadas 2020, para preservar sua saúde mental, prejudicada pela pressão psicológica imposta sobre ela. Assim como Biles, milhares de atletas sofrem diariamente com a pressão imposta por torcedores e técnicos, pressão essa que acarreta mihares de prejuízos como, mal desenvolvimento  em provas até pensamentos suicidas, como no caso do medalhista americano, Michael Phelps.

Ademais, por consequência da pressão psicológica, a maioria dos atletas desenvolveram sérios problemas psicológigos como, depressão e ansiedade. Por esse motivo, muitos acabam abandonando a carreira para não prejudicar ainda mais seu estado mental.

Assim, faz-se necessária a atuação do Ministério da Cidadania, em parceria com o governo, na orientação da população - especialmente os atletas, público alvo da ausência de discussão sobre sáude mental no âmbito esportivo- acerca da necessidade do posicionamento crítico quanto ao conteúdo exposto. Isso deve ocorrer por meio da promoção de palestras, que, ao serem ministradas em mídias sociais, orientem a população no sentido de buscar informações em fontes variadas, possibilitando a construção de senso crítico. Além disso, cabe às entidades governamentaisa elaboração de medidas que visem minimizar os efeitos das propagandas que visam incentivar o prejudicamento da saúde mental dos atletas. Dessa forma, será possível tornar a ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo menor e mais democrática para toda a nação.