Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 21/08/2021
Ultimamente, o assunto saúde mental vem sendo frequente em diversas pautas, com as olímpiadas de Toquio 2020 principalmente. Esse assunto começou a ser debatido, quando a atleta norte-americana, Simone Biles, abandonou a competição para cuidar de seu psicológico. De acordo com ela, a peso em cima dela fez seu desempenho cair, então a mulher preferiu dar um passo atrás e se resguardar.
A pressão em cima das pessoas, costuma ser recorrente nos tempos atuais, nos atletas não foi diferente. Treinos cansativos, pressão psicológicas de treinadores, familiares, fãs e até mesmo deles próprios em querer sempre fazer o melhor, e em alguns casos acabam se frustrando. Mesmo tendo ajuda terapeutica, o peso nas costas deles se tornam intensos demais e apenas isso não é o suficiente, muitos se exaustam e se não apenas pensam, realmente desistem de tudo.
O ato da ginasta abalou o mundo esportivo e fora dele também, causando uma reflexão sobre o estado psicológico dos competidores. Com a iniciativa dela, outros atletas se pronunciaram e apoiaram-a, dizendo que desistir foi um ato de coragem. Casos como Naomi Osaka, tenista japonesa que ascendeu a pira olímpica, justificou que desistiu de competir no torneio de Roland Garros e Wimblendon, pois sofre de enormes ondas de ansiedade e longos surtos de depressão, e também se sentiu pressão por participar das olímpiadas. Outro caso é do ciclista holândes, Tom Dumoulin, que deixou de se concentrar tanto nos treinos no inicio do ano, para cuidar um pouco mais de seu psicológico. Além desses, tiveram mais vários casos até mesmo não expostos.
Dessa forma conseguimos pensar um pouco no que os esportistas sentem, com treinos puxados e cansativos, para fazerem e dar o melhor de si mesmos. Devemos sempre apoiar os nossos atletas, para que num futuro, sirvam de inspiração para novos jovens que querem embarcar nesta carreira, e o esporte consiga ser mais valorizado e apreciado por todos.