Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 22/08/2021

Em termos de Olimpíadas e Paraolímpiadas no Japão, um tema complexo e muito relevante desponta em meio às disputas por medalhas: A relação entre as emoções e o rendimento esportivo aos atletas. Um assunto sério que nos leva a pensar em todos os aspectos físicos e psíquicos envolvidos nesse cenário esportivo.

A discussão sobre a saúde mental dos atletas e as cobranças internas ou externas por uma alta performace veio á tona, principalmente, pelo fato de que a norte-americana Simone Biles abandonou a final, pois queria preservar sua saúde mental, deixando em aberto sua decisão. Não adianta estar 100% preparado fisicamente se a mente não estiver equilibrada e saudável, do contrário, a performece do atleta estará comprometida.

Sendo assim, fica claro que em uma competição de tamanha proporção como uma olimpiada, é inevitável que a tensão e pressão atinjam níveis surreais para o atleta que se prepara por anos, na espera de ganhar uma medalha para o seu país. Mas a questão é, será que estes atletas estão sendo preparados de forma adequada para esse turbilhão emocional da euforia (quando ganham) ou da frustação e tristeza (quando perdem)? Essa pressão psicológica, sem dúvida, irá influenciar o comportamento, o resultado final e o ritmo do competidor.

Afinal, para mudar esse ciclo, o melhor a se fazer é o diálogo, acolher o atleta para que se sinta confortável em respeitar seus limites, a sociedade não cobrando muito o esforço do atleta, julgando e dando hate, iria ajudar bastante tambêm, e o atleta pode conversar com algum profissional na área psicologia, fazendo assim eles trabalharem com as emoções.