Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 20/08/2021

Nos jogos olímpicos de 2020 em Tóquio, a atleta Simone Biles desistiu de participar das provas finais da modalidade de ginástica olímpica, a causa de sua desistência foi  prezar a sua saúde mental, e tudo bem não se sentir bem, já que o custo de muitas horas de treino e pressão para ser o melhor atleta, é bem alto para a saúde mental.

Um atleta pode treinar todos os músculos do corpo para se tornarem mais resistentes, ágeis e capazes do que o de uma pessoa comum, só que o cérebro não tem musculo. O cérebro de um atleta de alta performance é tão frágil quanto o de qualquer pessoa, e a quantidade de pressão que é aplicada no cérebro de um atleta é muito maior do que uma pessoa vê no dia-a-dia.

A OMS diz que “Saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença.’’, Problemas de saúde mental são tão complicados e tão difíceis quanto problemas físicos. O cérebro é uma estrutura eletroquímica e se houver um desbalanceamento químico dentro dele, as consequências são grandes e não temos controle sobre isso, e tudo que tem que ser feito é parar e tratar dessa consequência.

Todos nós estamos sujeitos a passar por um momento de fragilidade emocional, o tratamento com profissionais em psicologia são indispensáveis nesses momentos e até antes para preveni-los, e nos podemos também nos ajudar, e ajudar os atletas a passar por isso de uma forma mais fácil, diminuindo a pressão colocada sobre eles e nos inspirando nas vitórias e derrotas dos atletas, já que eles treinaram muito para chegar até ali.