Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 20/08/2021

Conforme o Existencialismo, doutrina filosófica surgida na França, em referência ao século XX, a liberdade é o fundamento de toda a essência humana. Logo, competir ao homem ser responsável pela escolha de suas ações no espaço no qual se insere. Porém, no Brasil, infelizmente, ainda, há desafios para se reduzir prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no espaço esportivo- o que evidencia carência de engajamento governamental para a manutenção do bem-estar social.

É inegável que as autoridades brasileiras já desenvolvem ações para que a nação viva dignamente no que se refere a saúde mental dos esportistas. Nessa perspectiva, menciona-se, por exemplo, o acompanhamento com psicólogo fornecido pelas autoridades esportivas, cujo objetivo é garantir não apenas a sanidade mental, mas também fornecer o bem-estar na hora do esporte. Isso, de certa forma, demonstra que, mesmo a passos lentos, a intenção dos governantes em cumprir com os direitos inerentes ao homem, resultado pela própria Constituição da República Federativa do Brasil de 1.988.

Entretanto, medida como essa, por si, não é capaz de atenuar os problemas advindos da falta de discussão sobre saúde mental dos atletas, em solo brasileiro, pois observa-se que tais indivíduos procuram ajuda quando já apresentam algum problema. De acordo com a CNN, os especialistas falam que é preciso buscar ajuda de um profissional com o intuito de prevenir as doenças mentais, não quando já se adquire a enfermidade. Isso decorre da falta de informação, o que contribui para o agravamento de tal problema, e, consequentemente, não se sair bem no seu meio de trabalho. Tal realidade está intrinsecamente relacionado com o precário sistema educacional, ora ofertado ao maior contingente populacional do Brasil, inapto a formar para a conquista da plena cidadania. O fato é que, enquanto e o Estado não moldar o sistema educacional básico em responsabilidade social e ética, não se conquistará será uma nação livre.

Depreende-se, portanto, que há necessidade de maiores investimentos na Educação Básica, cumprimento pela Lei de Diretrizes e Bases, LDB, número 9.394 / 96. Para isso, é prudente que o Estado, através do Ministério da Educação, não só contemporâneo, desde a Educação Infantil, aulas de Formação Cidadã e Educação socioemocional, mas também promovam as palestras, no contexto escolar, para toda comunidade, sobre danos sociais oriundos da falta de diálogo sobre juizo intelecto dentro do esporte, além de, em parceria com as prefeituras das cidades, desenvolvam campanhas com a função de mostrar a importância de acompanhamento psicológico, e, por consequência, serão aumentados os diálogos sobre saúde mental no ambiente esportivo no Brasil.